Estetoscópio, moedas empilhadas, seta de crescimento e escudo com cifrão em linhas sobre fundo azul, representando o imposto do médico PJ

Quanto um médico PJ paga de imposto em 2026

A alíquota real de imposto do médico PJ por regime e faixa de faturamento em 2026, já com a nova isenção do IR e a tributação de dividendos. Com exemplos.

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Equipe Zemed

4 min de leituraatualizado em

A pergunta que todo médico faz antes de virar PJ é direta: quanto vou pagar de imposto? A resposta curta é que, no regime certo, a alíquota efetiva costuma ficar entre 6% e 16,5% do faturamento — contra até 27,5% na pessoa física. Abaixo estão os números de 2026, já com a nova isenção do Imposto de Renda e a mudança na tributação de dividendos.

Pessoa física: o ponto de partida

Como autônomo no carnê-leão, o médico paga INSS de 20% (até o teto de R$ 8.475,55 em 2026) e Imposto de Renda pela tabela progressiva, que chega a 27,5%. A reforma de 2026 isentou totalmente quem ganha até R$ 5.000/mês e criou uma redução gradual até R$ 7.350/mês — mas o médico com plantões, consultas e procedimentos quase sempre fatura acima disso e volta a cair na faixa de 27,5%. Somando INSS e IR, a mordida efetiva na pessoa física passa facilmente de 20%. É o cenário mais caro — e a referência da economia.

Médico PJ no Simples Nacional

Com Fator R ≥ 28% (Anexo III), a alíquota do DAS começa em 6% sobre o faturamento e sobe por faixas conforme o acumulado anual. À conta do DAS somam-se o INSS de 11% sobre o pró-labore e, quando houver, o IRPF do pró-labore.

Aqui entra uma boa notícia de 2026: como o pró-labore até R$ 5.000/mês ficou isento de IR, o “custo” de manter um pró-labore alto para sustentar o Fator R diminuiu bastante. Na prática, para a maioria dos médicos no início e no meio de carreira, a efetiva fica na casa de 8% a 14%.

Médico PJ no Lucro Presumido

No Lucro Presumido, somam-se IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e ISS sobre uma base presumida de 32% do faturamento de serviços. A alíquota efetiva costuma girar em torno de 13% a 16,5% e fica mais atrativa em faturamentos altos, onde o Simples já subiu de faixa e o pró-labore pode ser mantido no mínimo.

Tabela rápida (estimativa 2026)

Situação Alíquota efetiva aproximada
Pessoa física (carnê-leão) 20% a 27,5%
Simples Nacional — Anexo III 8% a 14%
Lucro Presumido 13% a 16,5%

Os percentuais são estimativas. O valor real depende do seu faturamento, pró-labore e despesas. Use o simulador da Zemed para ver o seu caso em segundos.

A mudança de 2026 nos dividendos

Por anos, a distribuição de lucros ao sócio foi 100% isenta — um dos grandes motivos de o PJ compensar tanto para o médico. Desde janeiro de 2026, passou a existir uma retenção de 10% na fonte sobre o valor que exceder R$ 50 mil por mês pagos por uma mesma empresa a um mesmo sócio, além de um imposto mínimo (IRPFM) para quem tem renda anual acima de R$ 600 mil.

Na prática, a imensa maioria dos médicos não é afetada: quem distribui menos de R$ 50 mil/mês de lucros continua isento. Só quem tem faturamento muito alto precisa planejar a distribuição — e é justamente aí que a escolha entre regimes e o calendário de pagamentos fazem diferença.

Acertar o regime é metade do caminho. A outra metade está no pró-labore, no Fator R e nas deduções — onde a maioria deixa dinheiro na mesa. Entenda a escolha de regime em Lucro Presumido vs Simples para médico, e, se ainda não tem empresa, veja como abrir CNPJ de médico.

Perguntas frequentes

O imposto incide sobre o faturamento ou sobre o lucro? No Simples e no Lucro Presumido, a base principal é o faturamento (com presunção de lucro no Presumido), não o lucro contábil real.

Lucros distribuídos pagam imposto em 2026? Continuam isentos para a maioria. Há retenção de 10% na fonte apenas sobre o que passar de R$ 50 mil/mês pagos por uma mesma empresa ao sócio, e um imposto mínimo para rendas anuais acima de R$ 600 mil.

A isenção do IR até R$ 5 mil acaba com a vantagem de ser PJ? Não. Ela ajuda no salário, mas o médico com faturamento relevante ainda cairia na faixa de 27,5% como pessoa física. Como PJ, a conta segue muito menor — e o pró-labore até R$ 5 mil agora também é isento de IR.

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