Impostos

Lucro Presumido vs Simples para médico

Qual regime tributário paga menos imposto para o médico PJ? Comparamos Simples Nacional e Lucro Presumido com exemplos reais e o papel do Fator R.

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Equipe Zemed

2 min de leitura

Essa é a decisão que mais pesa no bolso do médico PJ. Escolher entre Simples Nacional e Lucro Presumido pode significar milhares de reais por ano em imposto a mais ou a menos. Veja como decidir com base em números, não em achismo.

Resposta rápida

  • Simples Nacional tende a ganhar para médicos com faturamento até cerca de R$ 30 mil/mês, desde que mantenham o Fator R ≥ 28% (Anexo III, a partir de 6%).
  • Lucro Presumido costuma compensar acima disso, ou quando o pró-labore é naturalmente alto e a estrutura de despesas favorece.

Cada caso precisa de simulação, mas essa é a regra geral.

Como funciona o Simples Nacional

No Simples, o médico recolhe tudo em uma guia só (o DAS). Para serviços médicos, o segredo é o Fator R: se a folha (pró-labore + encargos) representar 28% ou mais do faturamento, você cai no Anexo III, que começa em 6%. Abaixo disso, vai para o Anexo V, que começa em 15,5% — bem mais caro.

Por isso, ajustar o pró-labore para sustentar o Fator R é parte central da estratégia de quem é Simples.

Como funciona o Lucro Presumido

No Lucro Presumido, a Receita “presume” um lucro de 32% sobre o faturamento de serviços e tributa IRPJ e CSLL sobre essa base, somando PIS, Cofins e ISS. A vantagem aparece quando o faturamento é alto: a alíquota efetiva tende a se estabilizar, enquanto no Simples ela sobe conforme você fatura mais.

Exemplo comparativo

Para um médico faturando R$ 25 mil/mês com Fator R em dia, o Simples Anexo III quase sempre vence. Já a partir de R$ 40–50 mil/mês, vale rodar a conta nos dois regimes — o Lucro Presumido frequentemente empata ou ganha.

Quer ver a conta detalhada? Veja quanto um médico PJ paga de imposto. E se você ainda não tem empresa, comece pelo guia como abrir CNPJ de médico.

Perguntas frequentes

Posso trocar de regime depois? Sim, a opção de regime é feita anualmente (em janeiro). Por isso vale revisar todo fim de ano.

O Fator R vale a pena sempre? Quase sempre para o médico, porque empurra você para o Anexo III. Mas exige pró-labore maior — e isso tem impacto em INSS e IRPF, que precisa ser equilibrado.

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